terça-feira, 27 de maio de 2014

Rosalba prova do próprio veneno e agora chora o leite derramado

Fafá mostra a Rosalba: "Dói ser ignorada, né?"

Não foi por falta de aviso  que a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) não mudou de legenda quando teve oportunidade. Vários amigos alertaram que ela precisaria de um partido próprio para não ter perigo de não ser candidata à reeleição. Eis que Rosalba preferiu acreditar na amizade de mais de 40 anos com o senador e presidente nacional do Democratas, José Agripino. E agora Agripino vai tirar de Rosalba o direito de ser candidata, priorizando a eleição proporcional.

Aí a governadora vai à imprensa ou diz nos bastidores para que algum dos últimos aliados publique: mas isso é uma traição, como pode Agripino trair quem foi leal a ele por tanto tempo?

Pois é. Nada como um dia atrás do outro, diria o fafazista mais empedernido. Ora, caro leitor, a ex-prefeita Fafá Rosado passou oito anos na Prefeitura de Mossoró fazendo tudo que Rosalba queria. Nos primeiros quatro anos, praticamente manteve o mesmo secretariado que era da então prefeita nos oito anos anteriores. Lutou com todas as forças para fazê-la senadora e depois governadora. E foi fiel ao extremo - embora tivesse muitas "cantadas" para aderir ao grupo da então governadora Wilma de Faria. Preferiu ficar aonde estava. E  o pagamento que recebeu? Um belo pé na bunda - desculpem a expressão.

Rosalba esperou Fafá sair da prefeitura e passou a "condená-la" ao mais completo ostracismo. Não convidou a ex-prefeita para o seu secretariado, muito menos abriu qualquer espaço ao seu grupo político. Preferiu ignorá-la, solenemente, como se inimiga fosse. Fafá aguentou tudo calada até que, por ironia do destino, apareceu uma eleição suplementar pela frente e ela arregaçou as mangas e ajudou a eleger o prefeito Francisco José Júnior.

Agora, Rosalba reclama que Agripino faz o mesmo com ela. Aí cabe o velho adágio popular: prova do próprio veneno. Ao fim, tende a ficar sem reeleição, possivelmente inelegível e ainda pode vir a chorar o leite derramado de um ostracismo político que se auto-impôs graças à arrogância de sempre.


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