segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Eleições 2014: quem vai ficar com Rosalba?

O ano de 2013 começou com o Governo Rosalba Ciarlini com ampla aliança política em seu favor. Rosalba, mesmo já desgastada, tinha ao seu lado PMDB, PR, o PMN do presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Motta e até o PV do senador em exercício Paulo Davim. Hoje, no entanto, a situação é diferente: ela está isolada e corre o risco de não conseguir sequer ser candidata à reeleição diante de um cenário desfavorável. E agora, quem vai ficar com Rosalba?

A meu ver, ela ainda pode se capitalizar politicamente. Claro que não é fácil, diria até que perto do impossível. Mas a dinheirama do Banco Mundial pode mudar este cenário. Rosalba pode apostar num voo solo, contando com a ajuda dos quase R$ 2 bilhões que terá para investimentos e sair por aí captando o apoio de dezenas de políticos e outras lideranças.

O alvo dela, a princípio, parece ser os prefeitos. Muitas conversas têm acontecido nos bastidores. Fala-se até que com o dinheiro saindo, ela pode ter até 100 prefeitos ao seu lado. Mas seria suficiente? E até onde pode se confiar nisso? Só o tempo dará essa resposta. O blog entende que é uma estratégia perigosíssima, mas talvez seja a última que reste.

Lembro que nem sempre ter grandes alianças políticas resolve a parada. Que o digam as eleições de 2002, no RN, e de 2008, em Natal. Na primeira, Wilma de Faria tinha apenas dois prefeitos e foi como um azarão atropelando todos e vencendo o pleito. Já em 2008, ocorreu o contrário: Fátima Bezerra tinha o apoio de todas as grandes lideranças do Estado. Perdeu para Micarla, no primeiro turno. A vontade do povo é que prevalece no final. É claro, no entanto, que sem apoio político tudo fica muito mais difícil.

Sobre a pergunta de abertura deste post, confesso que não sei responder. A única certeza neste momento é que, a continuar do jeito que está, Rosalba de ficar solteira politicamente, sem direito a convite para a festa das eleições de 2014.


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