segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Manobra de Betinho pode isolá-lo e tirá-lo da disputa de 2014

A manobra política do deputado federal Betinho Rosado (sem partido) ao tentar tirar o PP das mãos do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ricardo Motta (sem partido), pode atrapalhar mais do que ajudar. Betinho tinha o desejo de comandar o PP com objetivo de se tornar líder do grupo de Ricardo, que há muito tempo se articulava dentro da legenda. O problema é que ao fazer isso no apagar das luzes das filiações de 2014, ele acaba por se isolar e pode ficar sozinho com a legenda.

O raciocínio de Betinho era simples: ele saiu do Democratas, mesmo sob o risco de perder o mandato, para poder procurar, desesperadamente, uma forma de garantir a sua reeleição. No Democratas, seria "presa fácil" para o ex-correligionário Felipe Maia. Betinho, agora, precisa de uma legenda que lhe garanta o quinto mandato. A manobra do PP, no entanto, tem se mostrado desastrosa.

Betinho caminha para ficar no partido do "eu sozinho", sem lideranças e sem liderar. O vereador Rafael Motta, de Natal, pode ir para o PROS, novo partido criado e que deve receber o grupo de Ricardo, seu pai. Rafael é pré-candidato a deputado federal e terá a ajuda da estrutura política do pai para se transformar em um dos mais votados.

Para piorar a situação de Betinho, ele ganhou um adversário de peso. Ricardo Motta não apenas vai se afastar como deve impor que não aceita aliança com o agora desafeto.

Trocando em miúdos, Betinho pode ter ido com sede demais ao pote e pode terminar por nem ser candidato em 2014. A não ser que ocorra alguma reviravolta nesses últimos momentos da filiação eleitoral a ponto de garantir uma posição menos difícil.


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