sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Para jornal de Larissa, prefeitura não pode manter convênio com Casa de Saúde Dix-sept Rosado

O jornal de propriedade da deputada estadual Larissa Rosado e consequentemente da sua mãe, a deputada federal Sandra Rosado, ambas do PSB, tem insistido na tese de que a Prefeitura de Mossoró está cometendo o maior de todos os crimes ao abrir a possibilidade de contratar a empresa de consultoria para a área de mobilidade do engenheiro e deputado estadual paraibano Carlos Batinga. É que Batinga responde a processo de improbidade administrativa na Justiça Federal por supostas fraudes em licitação. Ele é acusado pelo Ministério Público Federal.

Ora, caro leitor, a  julgar pela insistência do jornal em torno do assunto, há de se chegar à conclusão de que o mesmo veículo também vai começar uma jornada contra o repasse de recursos públicos por parte da Prefeitura de Mossoró para a Casa de Saúde Dix-sept Rosado, instituição ligada à família da deputada Larissa Rosado.

Senão, vejamos: Batinga responde a processo impetrado pelo Ministério Público Federal. Verdade! A prefeita Cláudia Regina (DEM) deve tomar todas as precauções neste contrato. Ao mesmo tempo, também deve fazer o mesmo com relação à Dix-sept Rosado, foco de várias ações do mesmo MPF por conta de suposto desvio de dinheiro público.

Seguindo a mesma linha de raciocínio do jornal de Larissa, a prefeitura não deve contratar, de forma alguma, os serviços da Dix-sept Rosado porque a empresa não tem bom nome na praça, está com uma ação de execução da Cosern por não pagar a conta de energia e ainda tem uma série de procedimentos nas Justiças comum e do Trabalho por inúmeras irregularidades.

Trocando em miúdos: de acordo com o jornal de Larissa, nada de Carlos Batinga. E nada de Casa de Saúde Dix-sept Rosado. A não ser que, como quase sempre, o jornal tenha dois pesos e duas medidas.

Em tempo: o blog entende que se Batinga é especialista em mobilidade urbana, não há problema algum no fato dele prestar consultoria a Mossoró. Primeiro, porque ele não vai ordenar despesa alguma, apenas receberá por um serviço prestado. E segundo porque tem como comprovar que é um especialista na área e tem bons resultados a mostrar. Assim, a sua condenação em primeira instância  - em grau de recurso - deve servir de alerta, claro, mas não impede que o serviço seja prestado.


Um comentário:

Anônimo disse...

Por que o jornalista Pedro Carlos não coloca se quer uma linha do desvio de mais de 8 milhões do Hospital da Mulher? Gostaria de ver suas palavras.