domingo, 23 de dezembro de 2012

O mundo não acabou; está apenas começando

Parece que não leram direito o tal Calendário Maia, que apontava o fim do mundo ontem, dia 21 de dezembro de 2012, ou 21/12/2012, como queiram. Das duas, uma: ou o Maia que escreveu estava muito doidão com o ópio que consumiam para advinhar as coisas ou quem inventou a tal data ao invés de ler “começo”, leu “fim”. É, caro leitor, porque as coisas estão só começando. Quando as coisas estava ficando boas, por que Deus acabaria? A gente pode tratar desse assunto sob os aspectos político, filosófico, social. Mas vou aproveitar o tem para prestar uma homenagem às mulheres. É, caro leitor, porque o mundo delas está só começando.

Finalmente, elas estão sendo reconhecidas pela sociedade e sendo valorizadas como merecem. Do Código de Manu, um dos primeiros conjuntos de leis da história da humanidade, até hoje, elas conseguiram avançar bastante. De “propriedade” do homem, tornaram-se “gente de direito”. Só para se ter uma ideia, no Código de Manu se o patriarca morresse, as mulher não ficava com nada. Ia tudo para o filho mais velho. E se não tivesse filhos homens, iria ser escrava e trabalhar para alguém.


Avanços
O mundo não poderia acabar ontem ainda mais quando as mulheres finalmente conseguiram a liberdade sexual sem ter de se tornar objeto. Um excelente exemplo é a novela Guerra dos Sexos. Um grande sucesso na década de 1980, hoje é apenas uma novelinha como qualquer outra porque o seu foco principal simplesmente se esvaiu. A “guerra” entre homens e mulheres há mais de 30 anos tinha o objetivo apenas de enaltecer as lutas das mulheres. Elas lutavam naquele momento pelo que conseguiram hoje: o direito de trabalhar, não ter de depender de homem algum, ser mãe e pai ao mesmo tempo — e ninguém tem nada a ver com isso.

Vitória
O mundo não poderia acabar ontem. Ainda falta muito o que vencer, reconheço. As mulheres ainda precisam ver a violência diminuir a níveis mínimos — infelizmente, zero é impossível. Também precisam ganhar melhor e ocupar algumas posições ainda exclusivas dos homens. Mas isso é questão de tempo. Pouco tempo, aliás. Então, nada de o mundo acabar. É hora de agradecermos pelo mundo continuar e nós, homens modernos e sensatos, aplaudirmos o crescimento delas e o seu reconhecimento. Viva às mulheres!

* Publicado na edição de 22/12/2012, do jornal CORREIO DA TARDE


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