quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Sacolas plásticas são grandes vilãs da rede de esgoto da Caern


Considerada uma ameaça à natureza pelos ambientalistas, a aparentemente frágil sacola plástica, utilizada no comércio para acondicionamento de produtos de vários tipos, sobretudo compras como a feira mensal das famílias, passou a ser um dos principais símbolos de poluição. No cenário do saneamento, a sacolinha reafirma a fama de vilã. Vê-las voando pela cidade não é algo difícil. Assim, sem grandes dificuldades elas acabam chegando à rede de esgoto, além, também, de serem descartadas indevidamente pela população. Atualmente, as sacolas estão entre os principais itens responsáveis pelas obstruções nas redes de esgotamento sanitário da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern).

"As sacolas de plástico prejudicam bastante a rede coletora, causando entupimentos constantes o que pode causar extravasamento. Na Estação Elevatória de Esgoto elas também aparecem na grade de retenção de solos", explica o gerente da Regional Natal Sul da Caern, Lamarcos Teixeira. Ele lembra que em grandes centros, as sacolas plásticas já estão sendo boicotadas. Em São Paulo, por exemplo, uma lei estadual determina que o utensílio não pode mais ser distribuído gratuitamente pelos supermercados. Recusá-las na hora das compras e substituí-las pelas ecobags (bolsas ecológicas) têm sido a alternativa das pessoas que se preocupam com a preservação do meio ambiente.

Os lixões estão amontoados com sacolas de supermercado. Este material em média demora 300 anos para desaparecer no meio ambiente e torna-se verdadeiro veículo de proliferação de bactérias. O professor Júlio César Aquino, do curso de Gestão Ambiental da UnP, explica que a reciclagem após o uso com o lixo é inviável. E dentre as ameaças ao meio ambiente está a impermeabilização do solo. Os problemas que podem trazer aos animais são tantos que na Índia, onde a vaca é um animal sagrado, o uso das sacolas é proibido para preservá-las.


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