quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Governismo de Mossoró já tomou decisões irreversíveis


Uma coisa é certa em Mossoró: o governismo já fechou questão e tomou algumas decisões que são irreversíveis. A principal delas é que não vai deixar Mossoró cair nas mãos daqueles que já demonstraram que não sabem conduzir a coisa pública. Que o diga o período entre 1993 e 1996, quando a prefeitura atrasou nada menos de quatro meses dos salários dos funcionários, isso sem falar em fornecedores e dezenas de outros problemas. Foi tão ruim que Rosalba Ciarlini voltou para a prefeitura para fazer um “governo de reconstrução”. Portanto, o objetivo único nos deixa com a certeza de que haja o que houver, ao final isso será levado em conta: entregar a prefeitura ao grupo que quebrou a Casa de Saúde Dix-sept Rosado, que atrasa ou não paga obrigações trabalhistas aos funcionários de suas próprias empresas, dentre outros problemas.


União
Uma outra decisão tomada pelo governismo de Mossoró — leia-se Rosalba e a prefeita Fafá Rosado — é a de que os grupos permanecerão unidos em torno do objetivo principal. Isso não é novidade para o leitor da coluna, já que o assunto foi tratado por diversas vezes aqui. No mesmo palanque, Rosalba e Fafá são quase imbatíveis. Digo quase porque em política não há nada impossível.

Futuro
O que acontecerá dentro dos próximos meses ou próximas semanas ainda não está definido, mas é fato que o futuro político da eleição de Mossoró terá o seguinte quadro: o PSB com Larissa Rosado, o PT com Josivan Barbosa e o governismo com um candidato de consenso entre a prefeita Fafá Rosado e a governadora Rosalba Ciarlini.

Garantias
O grupo de Fafá trabalha com muitas garantias advindas do grupo de Rosalba e a vice-versa. Ou seja: se Fafá for para o sacrifício e renunciar, o grupo de Rosalba manterá os espaços necessários para os vereadores e aliados de Fafá. Por outro lado, no sacrifício ou não, o grupo da prefeita terá presença firme no Governo, mesmo que ela venha supostamente a sair do cargo. Ao mesmo tempo, Fafá participará ativamente da campanha, inclusive subindo no palanque do nome do Democratas.

Projeto
Pelo que tenho ouvido de fontes governistas dos dois grupos, não há qualquer dificuldade em identificar o projeto: manter a cidade no rumo do desenvolvimento, evitando que o atraso e a malversação de recursos públicos possa chegar ao comando do Executivo. Sendo assim, poderemos ter como nome do governismo qualquer um dos pretendentes de agora. Porém, com maior possibilidade, hoje, de ser a vice-prefeita Ruth Ciarlini.

Diferente
E tem mais: quem acha que vai macular a imagem do grupo governista com a história de que há uma negociata envolvendo o Tribunal de Contas do Estado (TCE) pode se enganar de verde e amarelo. Ora, caro leitor, se Fafá renunciar em nome do projeto político do grupo, preservando espaços e se mantendo viva na política potiguar, evitando a vaga do TCE — algo que nunca foi colocado na mesa de discussões — a coisa passa a mudar de figura.

Problema
O grande problema em uma suposta e pouco provável renúncia sempre foi a de que ela se transformasse em um projeto de aposentadoria para Fafá. Por outro lado, sair do Governo para garantir a continuidade do projeto político-administrativo que está dando certo traz uma outra forma de pensar: a de que Fafá continuará sendo protagonista na política potiguar e que terá muitos projetos para o futuro.

Figura
Em sendo assim, a coisa muda de figura, ou seja, o projeto político governista se torna legítimo já que afasta a conversa fiada de que haveria negociata. Por outro lado, também se tornaria bom se estivesse envolvido na união do grupo, na continuidade do modelo administrativo vitorioso e mais ainda se preservasse Mossoró do atraso. Nenhuma decisão neste sentido foi tomada, porém eu diria que é o que de mais concreto temos hoje na sucessão municipal mossoroense.


Um comentário:

Anônimo disse...

Nesse período mencionado por você o prefeito era Dix-huit Rosado. Sandra só assumiu os últimos sete meses e diga-se de passagem colocou a folha de pagamento em dia.