terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Elias Fernandes com a cabeça na guilhotina no Dnocs

A briga é grande e promete esquentar. Ontem, no Jornal Nacional, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, que é indicado do PSB, deixou claro que não vai suportar a presença do potiguar Elias Fernandes (PMDB) no comando do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS). Em denúncia publicada na manchete do jornal O Globo, de ontem, as supostas irregularidades em obras do departamento foram a gota d’água. Fernando Bezerra já marcou até a saída de Elias Fernandes: início de fevereiro. O assunto deve ser visto por dois ângulos: primeiro, a disputa política envolvendo o PSB e o PMDB e depois a repercussão disso entre os dois partidos da base aliada. Ora, caro leitor, não é de hoje que o PSB quer a direção do DNOCS. Desde que assumiu o cargo, Bezerra quer algum indicado do seu partido ou pelo menos algum técnico. O PMDB manteve Elias.

Irregularidades
As irregularidades apontadas agora pela Controladoria Geral da União (CGU) são o pano de fundo que Fernando Bezerra queria. E pelo jeito ele deve conseguir, já que o diretor do DNOCS começou a ser alvo da grande imprensa. Ora, caro leitor, se a presidente Dilma não poupou sequer o ministro Antônio Palocci, que foi seu coordenador de campanha, imagine Elias Fernandes, com quem nunca deve ter despachado. A troca, pelo jeito, é uma questão de pouco tempo.

Prazo
O prazo, inclusive, já está dado, como escrevi no comentário de abertura. No início de fevereiro, o ministro da Integração Nacional quer ter trocado as direções de todos os órgãos e empresas ligadas à sua pasta. Foi um recado direto de que vai mexer na presidência do Dnocs. O grande problema, neste caso, é que o deputado Henrique Alves, líder do PMDB na Câmara dos Deputados, não quer nem ouvir falar no assunto. E trabalha insistentemente para segurar Elias no cargo.

Em tempo
O Dnocs é suspeito de conduzir obras com superfaturamento que beiram os R$ 312 milhões. Além disso, os contratos teriam sido firmados com empresas de fachada, irregulares ou com sócios-laranjas. A situação de Elias no cargo é insustentável.


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