sábado, 24 de dezembro de 2011

Sandra e Larissa não têm apenas o mesmo DNA familiar


O rosadismo tem se esforçado, ao longo dos anos, para tentar desvincular da deputada estadual Larissa Rosado (PSB) a imagem de que ela é a cópia da sua mãe, a deputada federal Sandra Rosado (PSB). De personalidade forte e afeita a brigas paroquiais, Sandra construiu uma imagem de desgaste na cidade a ponto de ter sofrido a maior derrota política de Mossoró em todos os tempos, quando em 1996 teve 31 mil votos a menos do que a sua adversária à época, a hoje governadora Rosalba Ciarlini (DEM). E com um detalhe: Rosalba foi candidata sem o apoio do Governo do Estado e da prefeitura, enquanto Sandra tinha todo o Governo em seu favor. A estratégia do rosadismo e é tentar “descolar” o desgaste da deputada federal da filha estadual, mas, quem as conhece de perto sabe o quanto as duas são a cópia uma da outra. 

Pessoal
Sandra não sabe discutir as coisas no campo político ou profissional. Para ela, tudo vai parar no campo pessoal. Que o digam milhares de ex-seguidores do seu pai, o ex-deputado Vingt Rosado (in memorian), que hoje não fazem mais parte do grupo por conta da forma arrasa-quarteirão de Sandra fazer política. Larissa age da mesma forma: tem a mesma mania de perseguição da mãe e age igualzinha. Sem tirar nem por.

Exemplo
Quer um exemplo: Larissa deixou de falar com o reitor da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Josivan Barbosa, apenas porque este sonhou um dia em ser prefeito de Mossoró. Para a deputada, o fato de Josivan ter se filiado ao PT e querer ter luz própria é algo incomprensível, inaceitável. Algum larissita mais alienado poderia dizer que Josivan contou com a ajuda de Larissa e Sandra para fazer uma boa administração na Ufersa. E é verdade. Mas daí a ter de beijar os pés das duas, há uma grande diferença.

Personalidade
É fato que a personalidade das duas deputadas não é capaz de admitir crescimento de pessoal que está perto delas a não ser de quem é da própria família. Será que é a toa que a mulher sucedeu o marido, que será sucedida pela filha, que será sucedida pelo irmão? Claro que não. É uma questão de estilo que se explica muito com a velha explicação de Freud de que a personalidade de alguns só permite que os do mesmo sangue tenham a sua confiança. Na política moderna, no entanto, isso pode se tornar um suicídio político.


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