quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Governo Rosalba sobrevive de crise em crise

O núcleo duro do Governo Rosalba Ciarlini vai se fechando com as mesmas figurinhas carimbadas da época que ela era prefeita de Mossoró. O episódio revela que apesar de ter conquistado o Estado, a ala rosadista liderada pelo ex-deputado Carlos Augusto Rosado (DEM) continua tendo os velhos problemas de sempre de procurar agregar sobre si pessoas que possam ampliar o seu círculo de confiança. Isso é péssimo não apenas para Rosalba como política, mas para o próprio Governo. Ora, caro leitor, estamos falando de uma estrutura complexa e extremamente visada.

Nomes
O fato de Carlos Augusto e Rosalba terem de recorrer aos mesmos nomes 12, 16 anos atrás, é emblemático e nos leva a crer que a necessidade de mudança de mentalidade é premente. O Governo ainda não começou, não consegue sair do lugar comum e vive quase que o tempo inteiro mergulhado em crise. Senão vejamos nas próximas notas.

Financeira
A primeira crise foi enaltecida pelo próprio Governo. Sob a ideia de que retiraria o foco da falta de projetos definidos, a administração estadual vendeu o discurso de “Estado falido”. Pouco colou, especialmente porque antes mesmo dessa crise financeira ser resolvida, veio a segunda crise: a dos servidores públicos estaduais, ocasionada pelo Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos servidores, não-honrado pelos atuais inquilinos da Governadoria.

Outra
Depois veio a crise com a Assembleia, por causa do empréstimo de US$ 540 milhões. O vice-governador Robinson Faria (PSD) acabou sendo a grande vítima da crise e gerou outra, especialmente devido a saída do chefe da Casa Civil, Paulo de Tarso Fernandes. Hoje é 25 de outubro de 2011 e se fizermos uma clipagem desses quase dez meses completos teremos nada menos de 90% do noticiário envolvendo apenas crises. O noticiário positivo quase não tem espaço porque o Governo naturalmente cria inúmeras notícias ruins. E a notícia segue uma importância hierárquica que por vezes o próprio Estado influencia. Se ele só fala ou só se mete em crises, não dá para ver outro tipo de notícia.

Mudança
Já disse aqui e repito: a mudança de filosofia é necessária e urgente. Mais do que isso: ela precisa acontecer de forma a virar o jogo da opinião pública, que vai mês a mês corroendo as esperanças em torno do Governo Rosalba, o que é lamentável.


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