terça-feira, 30 de novembro de 2010

Confusão e mais polêmica na Câmara Municipal de Mossoró


A manhã hoje foi de muita confusão na Câmara Municipal de Mossoró. Teve de tudo: gritaria, protestos, falta de decoro, dentre outras coisas. Ao final, a oposição aprovou o orçamento antigo, rejeitando a nova peça orçamentária enviada pela prefeita Fafá Rosado (DEM) e ainda com 46 emendas. O presidente Claudionor dos Santos (PDT) garante que o ato da oposição não tem validade jurídica.

A sessão começou com a polêmica em torno do envio de novo projeto de execução orçamentária para 2011. O novo projeto, enviado antes do início da votação do anterior, não foi aceito pelos vereadores. Daniel Gomes (PMDB) falou em nome da oposição, anunciando que a matéria não seria aceita.

Claudionor tentou argumentar, mas não foi ouvido pelos seus colegas. Resultado: encerrou a sessão invocando artigo do Regimento Interno que falavam sobre "falta de ordem" na Casa. No momento em que se discutia o orçamento, muitos servidores do município, convocados pelo sindicato, reclamavam da redução no valor destinado ao pagamento de precatórios. Mesmo com a suspensão da sessão, por parte do presidente, a coisa ficou pior: a própria oposição reabriu a sessão e votou as emendas. Aprovou 46 ao todo.

Dentre as medidas adotadas, mesmo descartando o projeto substitutivo, conforme manda a Lei Orgânica do Município, estão a redução do percentual de remanejamento do orçamento para no máximo 10% da receita - a proposta inicial era de 25%.

Caso mantenha a Câmara mantenha a postura de hoje, deve começar um longo e tenebroso processo judicial. E a população daqui a pouco será vítima disso tudo, pode esperar. Aguardemos.
* Foto gentilmente cedida por Marcos Lima (8869-8887)

Um comentário:

Antonio disse...

É incrível mas parece ser unanime entre os políticos falta de ordem, pois onde ha reunião de politicos sempre tem confuzão, se foce para aprovar um almento do próprio salario sertamente todos concordariam mais como a questão reprsenta investir para a o bem comum da sociedade air a história é outra.