terça-feira, 17 de agosto de 2010

Ferreira, filho!

Morreu José Ferreira Filho, o nosso querido Ferreira da Gazeta. Profissional de comunicação há pelo menos 40 anos, ele nos deixou na madrugada desta terça-feira, vítima de complicações respiratórias. Trabalhei com ele na Gazeta do Oeste durante um bom tempo, mas a nossa amizade foi além disso. Tive o prazer de estar com ele em momentos extremamente alegres e agora, já com a sua doença se agravando, em sua casa.

Lembro-me da última vez que conversamos, da força que me deu em novos rumos que estou trilhando em minha vida. Do lado dele, agradecia por ter um neto que adorava, uma filha que amava e uma mulher que esteve com ele até ali. Marlete, sua esposa, é sem dúvida uma batalhadora. Uma mulher com M maiúsculo, alguém que dignificou a vida de Ferreira com um amor verdadeiro e puro.

Estive hoje pela manhã no velório do meu amigo que se foi e a única coisa que pude te dizer foi “adeus”! Confesso que não segurei as lágrimas, porque estava indo embora não apenas um grande profissional, uma história viva da imprensa de Mossoró, mas um homem de bem, que por mais defeitos que pudesse ter era acima de tudo uma figura humana ímpar. Aprendi muito com ele e o conhecimento que foi passado a mim e a muitos outros colegas, certamente ficará como legado.

O título da coluna de hoje é uma homenagem à forma como ele mais gostava de ser chamado. A criação é do nosso antigo companheiro da Gazeta, Carlinhos Bem-te-vi. Todas as vezes que o velho Fêrra (como eu o chamava) chegava, ouvia-se lá de fora do jornal o grito de Carrim (como Ferreira o tratava, de forma carinhosa): Ferreira, filho! Um trocadilho inteligente com o seu nome que o fazia delirar. Era gargalhada na certa. E é com a lembrança do som da gargalhada que concluo este artigo com a esperança Deus conforte com a alegria que ele tinha de viver os corações da sua família e dos amigos.

* Texto de abertura da coluna Notas do Correio 17/8/2010

Nenhum comentário: